Domingos clássicos: AutoCAD
Eu disse há algumas semanas que dificilmente haveria um programa mais clássico que o Photoshop nesta coluna. Bem, aí estamos: AutoCAD, que é bem uns 7 anos mais velho.
O programa, que virou até sinônimo de CAD, foi criado em 1982 e representou uma mudança de paradigma para as aplicações da época. Antes, fazer CAD significava usar terminais de mainframe ou coisa parecida, e o AutoCAD foi o primeiro a rodar em microcomputadores, como o PC.
Ele literalmente revolucionou a indústria: projetos não precisam mais ser feitos a lápis e nanquim, erros poderiam ser vistos e corrigidos no computador. E o mercado só cresceu, o programa passou a ter capacidades 3D, de simular mecanismos e muitas outras coisas.
Até hoje, o seu formato, o DWG, é o padrão de fato para troca de arquivos CAD. Muito embora seja um padrão fechado, da própria fabricante do AutoCAD, a AutoDesk, houve um grande esforço por parte de outras empresas para fazer engenharia reversa, entender e implementar o padrão em seus programas.
A única coisa que não muda muito no AutoCAD é o preço: ele sempre foi um programa caríssimo, além da capacidade da maioria das pessoas. Não há preços oficiais, mas uma cópia do programa custa facilmente mais de R$5,000. Ainda assim, há uma versão de avaliação gratuita no UD para você testar. Ou, se preferir, existem vários programas que permitem ler e até editar DWG disponíveis no site também.
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